DÉBORA DENADAI EM PROSA E VERSO

FAZER POESIA É LAVAR A ALMA FAZENDO SANGRIA...

Meu Diário
18/05/2005 23h58
LIMPANDO O XIXI ALHEIO
O texto aí em cima chama-se Transe Onomatopéico e surgiu no meio de um dia chuvoso, no trabalho. Olhava pela janela a larga avenida molhada da chuva e me liguei no barulho dos carros deslizando por ela e fazendo schhhhhhh...
Foi mesmo uma espécie de transe: desliguei de tudo em volta e só ouvia o barulhinho. Não sei por alguma coincidência do momento, pensei nas pessoas que vão fazendo xixi na vida da gente, com ou sem o nosso consentimento. E como faz xixi esta gente!
Quando voltei da brincadeira, surgiu o texto. Ainda hoje, lembro bem desta figura: as pessoas fazendo da nossa vida seus vasos sanitários. E a gente deixando.
Bom a gente prestar mais atenção aos "mijões" de plantão que permitirmos ir sujando de lágrimas indevidas cada pedaço da nossa preciosa vida. E sair rapidinho pra buscar papel higiênico, limpar esta meleca loguinho e de preferência meter um belo aviso na porta: "Banheiro particular. Aqui só eu faço xixi. E quando quero."
beijo no coração, criançada...e belisquem as próprias bundas que hoje to com preguiça
:-)))
débora

Publicado por Débora Denadai em 18/05/2005 às 23h58
 
18/05/2005 00h10
ROMPENDO AS CASCAS...
Coisa engraçada isso. Já tem tempo sou cismada com a coisa da Morte. Isso. Com M maiúsculo. Como uma entidade, um ser, uma pessoa. Pode parar se tá pensando que fiquei tétrica, mórbida e pessimista de um dia para outro. Também não tenho vocação pra conto de terror. Mas também não é DESSA morte que to falando. Falo de morrer a cada dia, cada minuto para alguma coisa pra deixar que algo novo possa nascer.
Acho que a gente é meio como um hd de computador: se você começa a encher de coisa, acaba recebendo aquela mensagem drástica e trágica: "Sistema perigosamente sem recursos e será fechado imediatamente". Não quero ficar perigosamente sem recursos. Então todo dia estou deixando morrer aquelas partes dos registros no meu hd que não têm nenhuma utilidade. E só tem um jeito de fazer isso: romper as cascas que fui deixando cristalizar em torno de coisas que agora não podem mais ser usadas. Sair do ovo. Solenemente. Olhar para a casca que terei que abandonar e agradecer por aquilo tudo que em algum momento serviu de proteção até que eu pudesse enfrentar o novo jeito. Dar adeus ao que não posso mais ser com reverência, com o funeral adequado.
Mas, principalmente, a gente só pode fazer isso se começar a bicar a casca e rompê-la. Ou fechar o sistema em algum momento por estar perigosamente sem recursos...
Beijo no coração, meus amô
e o tradicional beliscão na bunda
com carinho
débora

Publicado por Débora Denadai em 18/05/2005 às 00h10
 
16/05/2005 17h13
COMO É QUE VOCÊ CONSEGUE?
Recebi esta pergunta hoje de uma amiga que vi recentemente e que acha que eu fui ficando mais bonitona depois de mais velha. De vez em quando alguém me diz isso...
Pra ser sincera , num sei bem a resposta. Quem sabe seja porque eu, muito modestamente, passei a me olhar como se fosse a moça da figura aí...:-))
Modesta eu , né? UMA PINÓIA...modéstia, como eu sempre digo, é pra pobre de espírito. A gente tem mais é que cumprir a obrigação de se achar o máximo. Aí de tanto acreditar, a gente pode acabar sendo.
Pelo menos a teoria é boa, cês num acham?
bjo no coração e um beliscão na bunda
d

Publicado por Débora Denadai em 16/05/2005 às 17h13
 
15/05/2005 13h42
SAUDADE DA MAMÃE
Esta poesia da foto chama-se Bicho do Mato. E tem mais a ver comigo do que eu mesma imaginava. Já vivo em cidade grande há um bocado de tempo. Mas de vez em sempre tenho um ataque de bicho do mato: vontade do cheiro de café de roça, vontade de tomar banho de rio, empaco feito mula...BICHO DO MATO: é bem o que eu sou.
Uai, ocêis não?
anssim mermo, beijo no coração
e beliscão na bunda

Publicado por Débora Denadai em 15/05/2005 às 13h42
 
15/05/2005 13h40
DIA DE FICAR MUDA
Cês não tem um dia de ficar muda? Por incrível que pareça, eu costumo ter isso. Normalmente pode ser prenúncio de uma baita tempestade. Ou uma depressão fiduma...Não é aqui o caso.
Também emudeço por razões mais nobres: com um certo olhar que conheço bem, com coisas gostosas que escuto de uma certa voz, e, mais raramente, por que tô com vontade. Ora, pois!
Não sei se este domingo vai ser de ficar muda. Suspeito que não...to com a língua meio solta.
beijos barulhentos e um beliscão na bunda
débora

Publicado por Débora Denadai em 15/05/2005 às 13h40



Página 5 de 7 1 2 3 4 5 6 7 [«anterior] [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras