DÉBORA DENADAI EM PROSA E VERSO

FAZER POESIA É LAVAR A ALMA FAZENDO SANGRIA...

Meu Diário
15/08/2008 10h53
DAS CARTAS QUE NÃO MANDEI
         Todos nós algum dia pensamos algo que deixamos de dizer, escrevemos cartas que nunca enviamos e que continham o que jamais deveríamos ter silenciado, e, numa versão mais atual, escrevemos um e-mail e deixamos de clicar no famoso "enviar". Faltou coragem, faltou fé em que aquilo serviria para mudar alguma coisa, faltou a sensação de que era o correto a ser feito e sobrou vergonha, tristeza e frustração.
         Se você nunca passou por isso, meus parabéns ou, talvez, meus pêsames. Isso nos faz mais humanos. A hesitação, a dúvida, a incerteza. Na falta desses ingredientes, lamento informar, mas você está a meio caminho (ou mais que isso) de se tornar um robô.
          Lendo um livro lindíssimo de Martha Medeiros, "Tudo que eu tinha pra te dizer", vi que ela fez algo que eu tinha pensado e desisti no meio do caminho. O projeto era semelhante, mas não botei fé. Foi uma espécie de e-mail não enviado, de carta que escrevi e não tive coragem pra botar no correio. O livro dela me deu coragem pra começar a série. 
           Vale lembrar que é uma ficção. Algumas coisas poderão até parecer reais, o que é compreensível: os dramas humanos são todos iguais, o que muda às vezes é o nome ou a maneira de contar ou ainda, a perspectiva.
            Aqui começa minha série de "Não enviados". Espero que gostem. Se não, a gente sempre pode deletar. Mas jamais poderá fingir que não leu. As palavras ditas não voltam. Talvez seja por isso que deixamos de enviar.

Beijos e um beliscão na bunda...
D

Publicado por Débora Denadai em 15/08/2008 às 10h53
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